
/ May 19, 2012
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Data: 05 e 06 de Janeiro
Resgatando a tradição local, à festa de bumba-meu-boi, dos pescadores com a participação da burrinha, do Paturi e outros animais. Sendo realizado com a participação das comunidades local e circunvizinha.
Descrição: A mais curiosa festa mística da região. Caboclos, negros e brancos unem-se na puxada do mastro, desde a mata até a Igreja de Nossa Senhora da Escada, e em seu topo é hasteado o estandarte de São Sebastião. Ocorre 19 e 20 de Janeiro, na festa de São Sebastião no distrito de Trancoso.
Descrição: No Brasil, foram introduzidos pelos jesuítas, no final do século XVI. Os personagens são distribuídos em dois cordões: o azul e o encarnado, cores votivas de Nossa Senhora e Jesus Cristo. Entre eles, os mais conhecidos são: mestre, contramestre, Diana, belo anjo, o velho (figura cômica), o zagal, estrela do norte, cruzeiro do sul e outros que aparecem ocasionalmente, por influência local ou reminiscências avivadas.

Características: Festa típica religiosa com participação de romeiros e da população local.
Local: Quadrado Histórico de Trancoso.
Em Trancoso
A festa de São Sebastião é uma festa em homenagem a São Sebastião celebrada sempre no dia 20 de janeiro de cada ano, no povoado baiano de Trancoso e em várias outras cidades da Bahia.
Esta festa se caracteriza pela intensa participação dos nativos, a população nascida na região de Trancoso, Bahia, formada por descendentes de portugueses e índios.
A festa é considerada muito original por não ter sido ainda incluída no calendário turistíco o que preserva a originalidade.
Os cânticos, sempre repetidos em forma de mantra, de modo enérgico e vibrante, motiva e emociona a quem participa, sobretudo aos mais sensíveis visitantes.
A na realidade inicia vários dias antes do dia 20 de janeiro com as reuniões da comissão organizadora e os diversos ensaios de cânticos no Quadrado, praça principal do povoado.
Culmina no final da tarde do dia 20 de janeiro com uma procissão onde uma estátua de São Sebastião, ao lado da estátua de São Brás que tem a sua festa celebrada no dia 3 de fevereiro, percorre o povoado de Trancoso e ao final em frente da Igreja de São João Batista, este o padroeiro do povoado, é feita uma homenagem com a "dança do pau" e a substituição d de madeira feita exclusivamente por homens, com a do santo no topo que ali ficará por mais um ano.
No mês de janeiro de 2007, foi entregue à população do povoado, pela Prefeitura Municipal de Porto Seguro, município ao qual o povoado pertence, uma das casas localizadas no Quadrado, onde foi implantada a Casa das Festas e a Casa da Cultura de Trancoso que irá contribuir para a preservação das tradições da Festa de São Sebastião assim como da Festa de São Brás.
A História
- São Sebastião (França, 256 — 286)originário de Narbonne e cidadão de Milão, foi um mártir e santo cristão, morto durante a perseguição levada a cabo pelo imperador romano Diocleciano. O seu nome deriva do grego sebastós, que significa divino, venerável (que seguia a beatitude da cidade suprema e da glória altíssima).
De acordo com Actos apócrifos, atribuídos a Santo Ambrósio de Milão, Sebastião era um soldado que teria se alistado no exército romano por volta de 283 (depois da Era Comum) com a única intenção de afirmar o coração dos cristãos, enfraquecido diante das torturas.
Era querido dos imperadores Diocleciano e Maximiliano, que o queriam sempre próximo, ignorando tratar-se de um cristão e, por isso, o designaram capitão da sua guarda pessoal - a Guarda Pretoriana. Por volta de 286, a sua conduta branda para com os prisioneiros cristãos levou o imperador a julgá-lo sumariamente como traidor, tendo ordenado a sua execução por meio de flechas (que se tornaram símbolo constante na sua iconografia). Foi dado como morto e atirado no rio, porém, Sebastião não havia falecido. Encontrado e socorrido por Irene (Santa Irene), foi depois levado novamente diante de Diocleciano, que ordenou então que lhe fosse espancado até a morte. Mesmo assim, ele não teria morrido. Acabou sendo morto transpassado por uma lança.
Existem inconsistências no relato da vida de São Sebastião: Historicamente o edito que autorizava a perseguição sistemática dos cristãos pelo Império foi publicado apenas em 303 (depois da Era Comum), pelo que a data tradicional do martírio de São Sebastião parece um pouco precoce. O simbolismo na História, como no caso de Jonas, Noé e também de São Sebastião, é vista, pelas lideranças cristãs atuais, como alegoria, mito, fragmento de estórias, uma construção histórica que atravessou séculos.
O bárbaro método de execução de São Sebastião fez dele um tema recorrente na arte medieval - surgindo geralmente representado como um jovem amarrado a uma estaca e perfurado por várias setas (flechas); de resto, três setas, uma em pala e duas em aspa, atadas por um fio, constituem o seu símbolo heráldico.
Tal como São Jorge, Sebastião foi um dos soldados romanos mártires e santos, cujo culto nasceu no século IV e que atingiu o seu auge na Baixa Idade Média, designadamente nos séculos XIV e XV, tanto na Igreja Católica como na Igreja Ortodoxa. Embora os seus martírios possam provocar algum ceticismo junto dos estudiosos atuais, certos detalhes são consistentes com atitudes de mártires cristãos seus contemporâneos.