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Todo o carinho que você dispensar para seu animal de estimação, volta em dobro para você e o que voce não puder dar, mesmo assim será retribuido, com o maior prazer por esses animais que nos amam tanto


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Cuidados com os filhotes


18/02/2011 às 17:16h

Bichos

Nascidos os filhotes em incubação natural, devemos verificar todos os dias se a fêmea os está tratando e alimentando. Caso não estejam sendo tratados podemos passá-los para uma ama-seca da mesma espécie, ou espécies diferentes, desde que seja comprovada sua atuação como mãe. Um bom exemplo são as fêmeas de manom. Podemos manter estes filhotes na forma manual, fornecendo alimento caseiro ou comercial, sempre balanceados, 5 a 6 vezes ao dia. O filhote criado artificialmente deve receber alimentação muito boa, caso contrário seu desenvolvimento será menor que aqueles criados pelos pais ou ama-seca. Todos estes cuidados devem ser previstos antes do início da reprodução, para que não haja falha durante o processo.
Quando um filhote deixa de ser alimentado, é jogado para fora do ninho, ou após a troca para ama-seca, pode se apresentar frio, desidratado, com hiportemia,  e dificilmente pede comida. Filhote que não pede alimento, os pais deixam de tratar. O filhote ainda com os pais deve receber glicose no bico e soro (utilizar agulhas de insulina), até que se restabeleça a saúde, e peça alimento. Caso não esteja sendo tratado, devemos aquecê-lo em lâmpada ou bolsa de água quente, e alimentá-lo com soro e glicose inicialmente, passando para o alimento em forma de papa. Muito cuidado para não asfixiar o filhote com líquidos ou excesso de alimento de uma vez. Use colheres de tamanhos compatíveis com o pequeno bico do filhote.
As aves com 20 a 30 dias de vida não controlam a temperatura corpórea, pois o sistema termorregulador ainda estão em desenvolvimento. O empenamento nesta fase está quase totalmente formado, mas ainda auxilia pouco no aquecimento da ave. Todo este acompanhamento dos filhotes segue procedimentos básicos que devem ser esperados a qualquer momento, Estes procedimentos são definidos na dependência de cada problema. Algumas atuações de emergência realizadas nos filhotes são:

1. Hipotermia: Os filhotes tornam-se frios, com pequena ou nenhuma movimentação, com pouca reação ao estímulo de alimentação, respiração lenta, cabeça caída. Podemos utilizar diversas formas de aquecimento: lâmpadas de 15 a 40 w, tendo-se o cuidado de não deixar ao alcance das aves para não se queimarem por contacto. Gaiolas aquecidas, ou bolsa de água quente (a temperatura da bolsa ideal deve ser testada colocando em contacto com o dorso da mão de uma pessoa, sem sentir ardor); ou mesmo aquecedores podem ser usados. Procure manter a temperatura local entre 35 a 37 0 C. Caso a temperatura fique muito alta o filhote se afasta da fonte de aquecimento, e torna-se ofegante. Existem lâmpadas com vidro fosco para que o seu brilho não ofusque os olhos dos pequeninos, principalmente em aves que já nascem de olhos abertos, como o caso de galináceos, cracídeos e tinamídeos, e outros.

2. Desidratação: A ave desidratada mantém a pele seca e repuxada, a penugem seca em volume, respiração cansada. Soluções de soro por via oral poderão ser administradas com muito cuidado para não afogar o filhote. O soro caseiro ou soro comercial pode ser administrado no voluma adequado, sendo diluído diariamente, e fornecido a cada 1 ½ hora. O soro caseiro para aves deve ser feito na dose de 1 colher de café rasa de sal, 2 colheres de chá de açúcar em 1 copo de 200 ml de água filtrada. Os soros comerciais ideais são os recomendados.

3. Alimentação: Os filhotes geralmente necessitam de uma alimentação com níveis de 24% de proteína. As características dos alimentos devem ser: consistência macia, de fácil digestão, paladar apetitoso, geralmente encontradas em casas comerciais para animais são alimentos especializados para filhotes no ninho. As aves do tipo passeriformes pedem alimento várias vezes ao dia, na dependência da facilidade da digestão, da qualidade e da quantidade de alimento ingeridos em cada refeição. Algumas aves de porte maior, podem ser alimentadas através de tubo macio e flexível introduzido até o papo, cujo volume a ser administrado dependerá da espécie.

Teoricamente um filhote de ave que não se alimentasse por 6 horas ficaria muito mal. Na prática, aves deixadas com pais displicentes, tem sobrevivido após adotarmos todos os cuidados posteriormente de hidratação, aquecimento e alimentação. Na primeira semana a ave possui ainda a reserva do saco vitelínico, que o auxilia na sua nutrição até 7 dias.

Outro problema na alimentação de filhotes são as formas de administração. Devemos usar colheres com a concha adaptada para cada tamanho de ave, e o cabo longo adaptado à mão dos tratadores, de forma que não haja risco de escorregarem e serem engolidas, principalmente por araras, e tucanos. Aconselhamos que usem colheres de material descartável, ou resistente, que possam ficar de molho em solução de cloro após alimentar cada ave, ou cada ninhada. Usar várias colheres, pois terão um tempo para serem desinfetadas antes de serem reutilizadas, evitando-se assim a propagação de doenças transmitidas pela saliva. Prepare o alimento dos filhotes. Retire o volume utilizado para alimentar cada filhote ou ninhada e coloque em um copo pequeno, deixando o restante em repouso em local seco e fresco. Assim que terminar de alimentar esta ave, descarte a colher e o copo em solução de cloro, utilize uma nova dupla de utensílios par a outra ave ou ninhada. No mercado existem colheres plásticas pequeninas, usadas para mexer café. Podemos substituir este copo descartável, distribuindo pequeninas porções de alimento ao redor de um pires amplo, sem misturá-los.

CUIDADOS PEDIÁTRICOS
Uma ação que estimula a fêmea e/ou o macho a alimentar seu filhote são os piados que estes emitem até estar saciado pelo alimento. Quando o filhote não pede este alimento, podemos tirar algumas conclusões:

Imaturidade da fêmea como mãe;

Existe doença na fêmea ou no filhote;

Alguma deformidade física do filhote;

Ambiente estressante (ruídos, pessoas estranhas, animais estranhos, etc);

Falta do macho, que muitas vezes auxilia no trato;

Ninho errado, em forma, ventilação, luz, material para construção;

A fêmea tenta estimular o filhote, quando este não responde, ela simplesmente o elimina bicando ou jogando para fora do ninho. Ás vezes encontramos filhotes mortos amassados dentro do ninho, junto com os filhotes vivos, sem que com isto a fêmea fique incomodada.

Nestes casos de fraqueza do filhote devemos aquecê-los com uma bolsa de água quente coberta por uma toalha (teste a temperatura da bolsa no dorso da mão). Dê o medicamento diretamente no bico usando agulha de insulina. A, glicose a 25% é fornecida na dose de 2 gotas de 11/2 e 1 ½ hora, ou menor tempo. Quando tiver alguma reação, tentar devolvê-lo para o ninho. Fique alerta, pois caso a mãe rejeite novamente o filho, ela pode até matá-lo. Neste caso de rejeição podemos colocá-lo em uma ave ama-seca, ou da mesma espécie ou espécie diferente, que esteja em reprodução, com as características físicas desta época. Muitas vezes temos que ajudar a ama-seca ou a mãe nova a alimentar o filhote com papinha própria, cujos nutrientes são formulados para filhotes, o que consome muito tempo e trabalho.

Alguns casos em que os pais não tratam bem os filhotes, estes poderão permanecer nos ninhos, assim apenas auxiliamos a alimentação algumas vezes ao dia. Este método faz com que o filhote receba alimentos também dos pais, fornecendo anticorpos, e enzimas digestivas. Estes casos geram filhote mais fortes do que aqueles criados apenas artificialmente. No Caso do filhote já ter saído do ninho, mas não se alimentar direito, separe a gaiola, coloque poleiros próximos da divisória dos dois lados e observe, os pais continuam tratando os filhotes, mas sem que estes invadam seu espaço.

O filhote somente alimentado artificialmente deve permanecer em local ou gaiola aquecidos, por duas lâmpadas de 40W de feixe fosco, mantendo 370C, e tomando-se o cuidado para não ter chance de encostar na lâmpada. Esta tarefa ocupa muito tempo e dedicação.

Dependendo da espécie terá de ser alimentado de 2 a 4 horas por dia. Quando as aves são muito jovens, este período deve ser reduzido de 1 em 1 hora e as temperaturas deverão ser de 32-350C. No caso de beija-flores o período de alimentação pode chegar até 30 em 30 minutos. O alimento deve ser servido sempre morno.

Enquanto o filhote come devemos limpar o alimento que gruda na apenas antes que resseque. Limpar a região da boca do filhote com cotonetes, para não acumular e fermentar esta comida até a próxima refeição.

O alimento próprio para filhotes, pode ser encontrado em grandes magazines de alimentos para animais, ou então preparado em casa. Fazer uma farinha com a mistura de: 60% de milharina (farinha de milho p’re cozida e fina), 30% de Neston (produto floculado com cereais: aveia, cevada e trigo, adoçado), 10% de leite em pó.

Esta farinha pode ser armazenada, sempre em local fresco e seco. Na hora de preparar o alimento, misture:

3 colheres de farinhada, 1 gema cozida, papinha de frutas ou vitamina de frutas até dar a consistência boa para cada filhote.

Acrescente 1 gota de suplementos vitamínicos (Protovit infantil) 3 vezes por semana, 1 ou 2 gotas de Calcigenol por dia.

Fazer o alimento todos os dias na primeira refeição e guardar em geladeira. Após a mistura com frutas e ovos, este alimento não pode ser armazenado em geladeira por mais de 18 horas.

Quanto às doenças, são muito variadas nesta fase da vida. Alguns criadores utilizam antibióticos e antifúngicos para prevenir. Nós não recomendamos, pois desde que os pais tenham recebido manejo e alimentação adequados, imunizados e controlados para doenças e parasitas, os filhotes continuarem recebendo cuidados especiais, este não precisará de medicamentos para viver. Todo criador que mantém estas normas básicas de criação e manejo, não utiliza antibióticos nesta fase de filhotes. Os órgãos das aves estão em maturação e podemos afetá-los irremediavelmente, principalmente no que diz respeito à reprodução futura. O ideal é procurar orientação ao sinal de qualquer sintoma anormal, que pode ser digestão difícil, diarréia, perda de apetite, sonolência, etc

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O verão brasileiro começou no  21 de dezembro, e com a chegada da estação mais quente do ano, nada mais agradável que passar momentos de descontração com o animal de companhia. Mesmo com o clima favorável, é necessário ter cautela com os possíveis problemas relacionados ao período, como doenças e parasitas. A cinomose, parvovirose e leptospirose são algumas das doenças mais frequentes nessa época e são disseminadas entre os animais por meio do contato direto.
 
A leptospirose, por ser uma zoonose, é uma das enfermidades que apresenta maior preocupação, pois pode acometer cães e seres humanos.“A doença é transmitida principalmente por ratos e põe em risco pessoas e bichos que vivem em áreas em que se tem contato com esses roedores, mesmo áreas urbanas”.
 
Água e alimentos podem ser contaminados por meio da urina do rato. Desta forma, os cães ficam vulneráveis ao contágio ao passearem pelas ruas e parques, pois a penetração da bactéria ocorre por meio das mucosas (olhos, narinas, boca) em contato com a água contaminada. Em alguns casos, os cães apresentam sintomas brandos, que não são facilmente diagnosticados, desta forma podem eliminar a bactéria pela urina por muitos meses, isto se torna um grande risco para as pessoas que convivem ou tenham algum contato com esses animais.

Cinomose e Parvovirose

Outra doença que merece atenção é a cinomose. Contagiosa, atinge o sistema nervoso dos cães e pode provocar a morte. De acordo com a Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA), enquanto a doença está praticamente erradicada em países desenvolvidos, no Brasil apenas um em cada cinco cães é vacinado.
 
A transmissão é feita entre os animais doentes por meio das secreções nasais, urina ou fezesconvulsões, dificuldade na alimentação e na movimentação. Poucos animais resistem e os que conseguem sobreviver podem ficar com sequelas graves dos cães acometidos. Para identificar a doença, os sintomas iniciais são de uma gripe comum, tosse, espirros e pode evoluir para diarreia branda. Os sintomas graves, que ocorrem no último estágio, podem evoluir para convulsões, dificuldade na alimentação e na movimentação. Poucos animais resistem e os que conseguem sobreviver podem ficar com sequelas graves
 
A parvovirose também é uma virose extremamente perigosa. Esta doença é conhecida por sua gravidade e elevada mortalidade, principalmente em filhotes, por conta do quadro de vômitos e diarreia. O contagio do vírus acontece pelo contato de cães com as fezes de animais doentes. O agente infeccioso da parvovirose apresenta resistência no ambiente e pode sobreviver por muitos meses.
 
Os primeiros sintomas são prostração, vômito e diarreia com sangue. Em casos de animais que permaneceram doentes em um determinado ambiente, recomenda-se a limpeza e desinfecção do local com produtos contendo hipoclorito de sódio ou amônia quaternária, de modo a eliminar a presença do vírus.

Prevenção

É importante lembrar que essas são doenças graves mas que podem ser prevenidas por meio da vacinação. Desta forma, antes sair com o animal para viagens ou passeios é importante que a carteira de vacinação esteja em dia. Se as doses estiverem atrasadas é recomendado vacinar o animal – adulto com pelo menos sete dias de antecedência – pois a imunidade leva alguns dias para ser desenvolvida.

No caso de filhotes é necessária a finalização do protocolo de vacinação inicial composta por pelo menos três doses. Vale lembrar que um médico veterinário é o único profissional capacitado para realizar a vacinação dos animais. Levando seu animal em um profissional ele poderá fazer o exame completo e assim determinar se ele está em condições de receber as vacinas, ou ainda, qual o produto mais indicado para cada caso. 

Quando o animal já estiver infectado por alguma doença causada por vírus, o tratamento vai combater as infecções secundárias e a manutençao de um bom estado nutricional.  O objetivo é melhorar as condições do animal por meio de tratamento sintomático e de suporte, uma vez que não há um tratamento específico. O ideal é oferecer condições para que ele se recupere naturalmente.

 

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Miíases ou Bicheiras


09/11/2010 às 18:15h

Bichos

Recebem o nome acima as doenças causadas pela invasão do tecido cutâneo por larvas de insetos dípteros, e em particular pelos chamados dípteros miodários; Conforme a biologia desses insetos, as respectivas afeções que causam são de duas categorias:
1 - BIONTÓFAGAS - Larvas que invadem os tecidos sãos, não necrosados, inclusive a pele íntegra São essas larvas chamadas de biontófagas, pois se desenvolvem a custa do tecido vivo, e por conseguinte, podendo comprometer o estado geral do homem ou do animal por elas parasitado. São essas larvas parasitas obrigatórias. Neste grupo estão agrupadas as seguintes espécies de insetos: Callitroga americana, Dermatobia hominis e Oestrus ovis.

2 - NECROBIONTÓFAGAS - Larvas que invadem exclusivamente tecidos já afetados por necrose de outras causas .Estas nutrem-se exclusivamente de tecido morto e porisso classificadas como necrobiontófagas; Algumas delas não são prejudiciais, pois limpam as feridas do material necrosado; Neste grupo estão as moscas do gênero Lucilia, que já foram inclusive utilizadas como meio terapêutico nos primórdios da medicina.

Raríssimamente iniciam uma miíase, e com certa freqüência são encontradas como saprófagas de feridas ou cavidades infestadas por outras espécies do grupo anterior. As principais larvas deste grupo,pertencem aos seguintes gêneros de moscas: Sarcophaga, Lucilia, Phaenicia, Calliphora, Musca, Mucina e Fannia.

Sob o ponto de vista médico, no Brasil, as miíases podem ser:

1 - Cutâneas - Miíases Furunculosas, produzidas pela Dermatobia homininis e pela Callitroga americana; Lesões parecidas à de furúnculos, daí o nome acima: Furunculosa.

2 - Cavitárias -
a) Miíases das feridas - Callitroga macellaria;
b) Nasomiíases - Miíases na região do nariz;
c) Otomiíases - Localização na região dos ouvidos:
d) Oculomiíases - Localizadas na região orbital;
e) Cistomiíases - De localização na bexiga;
f) Miíases intestinais - Quando sua localização é nos intestinos.

As miíases causadas por larvas de moscas necrobiontófagas (que se desenvolvem unicamente em carne pútrida ou em tecidos orgânicos fermentáveis) tornam-se pseudoparasitas de lesões ou tecidos doentes; Determinam o que se denomina miíases secundárias, por ser necessária a presença de material necrosado da ferida ou cavidade, para seu desenvolvimento.

Nas ulcerações, os danos em geral carecem de importância, pois as larvas se limitam a devovar os tecidos necrosados (mortos), não invadindo as partes sadias, e por conseguinte não ocasionando hemorragias. Estas foram já em passado recente utilizadas na "limpeza" de feridas, porque alimentando-se do tecido necrosado que existe em toda ferida, aceleravam e facilitavam o processo de cicatrização.

Cabe ser observado que nas regiões onde ocorre a Leishmaniose cutânea, como na região amazônica, principalmente no Território Indígena dos Ianomâmis, são observados com muita freqüência as naso-miíases, que nada mais são que miíases secundárias de larvas de moscas necrobiontófagas, que se instalam na região do nariz, nas lesões causadas primariamente pela Leishmania tegumentar.

As Miíases intestinais são sem sombra de dúvida, causadas pela ingestão de ovos ou larvas, por meio de bebidas ou alimentos por esses ovos ou vermes contaminados, e suas conseqüências carecem em geral de gravidade, produzindo algumas vezes apenas náuseas, vômitos e diarréia. Não obstante, a intensidade desses sintomas dependem da sensibilidade do próprio enfermo, e do número de larvas ingeridas. Segundo alguns autores, as larvas de moscas são resistentes à ação de certas substâncias, inclusive à ação dos sucos digestivos, podendo viver durante algum tempo no tubo digestivo.

Para o tratamento das bicheiras, quando as mesmas são superficiais (cutâneas), basta aplicação local de qualquer substância que seja ativa contra os insetos em geral, e concomitantemente não seja tóxica ao hospedei-ro, para que as larvas ou morram ou simplesmente sejam expulsas do local onde se encontram, e a cicatrização subsequente do ferimento leve a bom termo a cura da enfermidade.

Quando se dá o caso de serem as bicheiras cavitárias, como é o caso das gasterofiloses eqüinas, seu diagnóstico pelas técnicas coprológicas usuais não é possível, a não ser quando encontradas larvas íntegras no bolo fecal desses hospedeiros, o que pode ocorrer porém de forma fortuita, e portan-to o simples exame de fezes com resultado negativo não descarta sua ocorrência. A presença de ovos íntegros ou as larvas desses ovos já eclodidas, aderentes aos pêlos dos membros anteriores e nos espaços intermandibulares, é indicativo do parasitismo pelos gasterophilus.

Durante muito tempo, os únicos tratamentos conhecidos para o combate à gasterofilose eqüina, foi com a utilização de bissulfeto de carbono administrado oralmente e contido em cápsulas de gelatina.Devido sua toxidez, caso administrado sem a devida técnica, muitas vezes causava a morte do animal hospedeiro quando do seu tratamento com essa substância farmacêutica.

Com a descoberta das substâncias organo-fosforadas, os produtos sintéticos triclorfon e diclorvos, mostraram-se eficazes contra todos os estágios da fase larval desses insetos. O primeiro deles tem sido o produto mais utilizado em nosso meio, isola-damente ou em associação, sob a forma de pasta, com benzimidazoles. Sen-do pequena a margem de segurança, no que diz respeito a dose desses produ-tos, que tem sua dose terapêutica fixada em 35/40 mg por quilo de peso vivo do animal, deve tal dose ser fixada e criteriosamente observada quando do tratamento, sob pena de resultados desastrosos, inclusive com possível morte do animal.

Em fins dos anos 70, foram desenvolvidos novos fármacos, obtidos da fermentação de um fungo: (Streptomyces avermitilis), isolado do solo, no Japão. Uma dessas avermectinas, denominada de B1, apresentou ação anti-parasitária contra todas as fases larvárias desses Gasterophilus, tanto nos ecto quanto endoparasitas.

Recentemente, o anti-helmíntico salicilanilídico closantel, utilizado geralmente associado aos benimidazoles, sob a forma de pasta, mos-trou-se também eficaz como gasterofilicida, inclusive impedindo reinfestações dos eqüinos até cerca de dois meses após o tratamento.

As miíases ocorrendo em praticamente todo território brasileiro devido nossas condições climáticas predominantemente tropicais e equatoriais que muito favorecem o desenvolvimento dos insetos em geral, possibilitam sua multiplicação em ritmo acelerado, e com isso concomitante aparecimentos de bicheiras em nossos rebanhos, quer bovinos, suínos, eqüinos, ovinos ou caprinos.

As perdas decorrentes dessas miasses se traduzem principalmente por menor rendimento dos rebanhos explorados, quer na produção de leite, quer na produção de carne e seus subprodutos como o couro, este último muito depreciado pela bicheira.

Dr. Carmello Liberato Thadei -
Médico Veterinário CRMV-SP-0442

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Bernes


07/11/2010 às 10:14h

Bichos

São tanto os bernes quanto as miíases, causadas por larvas de algumas espécies de moscas, que pelo fato de serem carnívoras necessitam penetrar na pele de algum animal, para se nutrirem da sua carne, e assim cumprirem seu ciclo biológico, transformando-se em seguida em insetos adultos.

Diferenciam-se os bernes das miíases cutâneas, além do fato de serem as larvas de espécies de moscas diferentes, pela particularidade biológica dos bernes serem encontrados sempre isolados - uma única larva em determinado lugar - nunca mais de uma larva num mesmo loco, a não ser quando pelas suas proximidades, poderem vir a se unirem os locais de ambos pelo desenvolvimento posterior das larvas; Já nas miíases cutâneas,além das larvas serem menores que as das larvas de moscas do berne, são encontradas larvas em número em geral grande, que chega até algumas centenas,todas em comum no mesmo local da penetração, formando verdadeiras crateras na superfície do corpo de suas vítimas.

São várias as famílias à que pertencem tais moscas, porém sob o ponto de vista clínico-parasitológico, são as mesmas agrupadas em dois grandes grupos:

l -  Larvas que se nutrem de tecido vivo - Larvas biontófagas;
2 - Larvas que se nutrem de tecido morto - Larvas necrobiontófagas.

B E R N E S  

Como ressaltado anteriormente, são encontradas as larvas de moscas que constituem a doença com o nome de BERNE, sempre isoladas, em lócus individuais, porisso denominadas também de furunculosas, e pertencentes às seguintes espécies de insetos:  

Dermatobia hominis - Constitue-se a espécie tipo, que recebe no Brasil o nome de berne, e na região Amazônica o nome de Ura. Mede o inseto quando adulto, de 14 até 17 mm e chama a atenção o colorido metálico de cor azulada da sua região abdominal; O tórax castanho escuro com tonalidade azulada manchada de negro, apresentando as bochechas de cor amarelo escura e brilhante. No ano de 1911, Rafael Morales, estudante de medicina na Guatemala, descobriu por observação, que o ovo dessa mosca era transportado por outros mosquitos para os locais em que em seguida sendo depositado, vinham a reproduzir a doença.

Como todo inseto, seu ciclo evolutivo passa por fases: Os insetos adultos alados, acasalando-se entre si dão origem a ovos que são postos pelas fêmeas, e destes em seguida nascem larvas , que no caso por serem carnívoras necessitam se alimentar de tecido vivo de outros animais, vindo então a parasitarem suas vítimas, constituindo-se essa fase propriamente o que é chamado de berne. Completado seu desenvolvimento no local em que se instalaram, essas larvas abandonam o local para continuarem seu desenvolvimento, transformando-se então em pupa, para darem em seguida origem ao nascimento de novos insetos adultos. Vinte e quatro horas após a mosca ter abandonado o invólucro pupal, efetua-se a primeira cópula, iniciando-se a postura no sétimo dia; Os ovos são depositados diretamente sobre a parte lateral do abdome de outros dípteros (insetos com duas asas), como moscas silvestres e mesmo a mosca doméstica (Musca doméstica). Daí o fato da Dermatobia procurar animais visitados assiduamente pelas moscas silvestres e por culicíneos (família a que pertencem os pernilongos).

Segundo Neiva e Gomes, a Dermatobia fica a espreita de outras moscas e mosquitos e procura agarra-los com as patas anteriores, mesmo sendo eles de pequenas dimensões. Conseguindo apanhar um inseto, cavalga-o rapidamente, e presa à ele,alça o vôo durante o qual deposita seus ovos que ficam solidamente aderentes, graças à uma substância especial que os reveste.

A Dermatobia põe em geral somente 15 a 20 ovos pôr vez, e pôr inseto que apreende, porém pode chegar sua postura até a 400 ovos. Estes outros insetos, e não a própria Dermatóbia são os veículos pelos quais a mesma se serve para levar seus ovos, e com eles, as larvas que vão em seguida, tendo contato com outros animais, e mesmo o homem, penetrar na sua pele, constituindo o que é denominado BÉRNE. No local em que se alojam referidas larvas após a penetração na pele, à custa da própria carne de suas vítimas vão se desenvolvendo, pois é o tecido vivo seu alimento; Ao cabo de 40 dias completado seu desenvolvimento, o que em alguns casos pode chegar a 70 dias, deixam o local em que estavam alojadas, e caindo no solo, transformam-se em pupas, a qual ao cabo de alguns dias dão nascimento ao inseto adulto, para novamente repetirem um novo e idêntico ciclo.

  A larva desta mosca é facilmente identificável peso seu tamanho, por ser das maiores que se conhece, em torno de até 10 mm (veja figura a cima) e outras características só visíveis ao exame com lupa ou microscópio entomológico.

Outras espécies de insetos parecidos com a Dermatobia, como as abaixo nomeadas, determinam doenças agora no aparelho digestivo de animais, com ciclo próprio de desenvolvimento:

Gastrophilus veterinus e G. intestinalis - Ambos, em suas fases de larvas, têm localização no aparelho digestino de animais da espécie bovina.

Gasterophilus haemorrhoidalis e G. nasalis - Os hospedeiros habituais são cavalos e outros equídeos. Quando adultos não se alimentam e porisso têm vida curta; As fêmeas põem os ovos nos pêlos dos animais e destes, as larvas que eclodem vão ter à boca, vivendo em túneis cavados no tecido sub-epitelial da mucosa bucal e da língua.Seu desenvolvimento larval completa-se no estômago ou nos intestinos, onde penetram na mucosa desses órgãos, provocando escaras que algumas vezes podem inclusive provocar perfurações com complicações graves pela associação com germes patogênicos contidos no interior do aparelho digestivo. Ambas podem provocar no homem,ainda que raramente, miíase do tipo larva migrans (Dermatose linear serpiginosa).

Hypoderma bovis - H.lineatum - As larvas desses insetos muito se assemelham às da Dermatobia, com a diferença de serem parasitas habituais de animais, principalmente bovinos. Causam prejuízos consideráveis ao couro dos animais explorados na produção de carne, pelo fato de seus couros ficarem danificados quando não imprestáveis ao aproveitamento na indústria do couro.

Oestrus ovis - Estes insetos têm a particularidade de serem parasitas habituais de animais das espécies ovina e caprina, e com localização nasal em sua fase de larva. Já assinalado como hóspede do homem, porém sem haver chegado a sua fase adulta. Em ovelhas, têm localização sempre nasal, ou nos seios frontais e maxilares, causando forte irritação e excitação em seus hospedeiros, com sintomatologia que pode ser confundida com outras doenças.


Dr. Carmello Liberato Thadei -
Médico Veterinário CRMV-SP-0442

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ANCILOSTOMOSE OU ANCILOSTOMÍASE CANINA


06/11/2010 às 19:13h

Bichos

Com os nomes acima, são conhecidas doenças causadas por vermes pertencentes ao gênero Ancylostoma e Necator, do filum Nematelminthes, onde estão agrupados os vermes que tem o corpo cilíndrico; Nesses gêneros, estão reunidos várias espécies parasitas tanto do homem quanto de animais, conforme detalhado abaixo:

Ancylostoma duodenale - Quase que exclusivamente parasita humano;

Ancylostoma braziliense - Primariamente parasita de cães e gatos, porém encontrado ocasionalmente também nos intestinos humanos.

Necator americanus - Espécie que mais particularmente nos interessa, por ser a mais freqüentemente encontrada parasitando os intestinos do homem no Brasil, e também dos animais, principalmente animais herbívoros.

A doença é conhecida desde tempos imemoriais, e caracteriza-se no homem quando o parasitismo é intenso, por também intensa anemia; Papiros de 1.600 A.C. egípcios, já assinalavam a ocorrência da doença; Avicena, médico persa que viveu no século X da nossa Era, foi o primeiro a en-contrar os vermes nos intestinos de doentes, e responsabiliza-los pela anemia decorrente, por serem os mesmos sugadores de sangue (hematófagos); Na Euro-pa era a doença conhecida por Anemia dos Mineiros, tomando nomes di-versos conforme o país em que era constatada.

No Brasil era antigamente nomeada por Opilação, Amarelão ou Anemia Tropical. Nosso escritor Monteiro Lobato, em um de seus livros, retrata o personagem Jeca Tatu, que nada mais era que um indivíduo parasitado pelo verme, o que serviu para o Laboratório paulista fundado por Cândido Fontoura, para propaganda de medicamentos de sua fabricação, indicados para o tratamento da doença.

Em 1838 Dubini , médico italiano, necropsiando uma mulher mila-nesa, encontrou em seus intestinos, o verme, descrevendo-o com detalhes, e nomeando - o: Ancylostoma duodenale, sem contudo suspeitar do seu papel patológico. Somente Griesinger, em 1851, demonstrou ser o parasita intes-tinal o causador da chamada Clorose do Egito, encontrando o verme nos intes-tinos de numerosos cadáveres que necropsiou, e assinalando a presença de pequeninos pontos hemorrágicos na mucosa intestinal, produzidos pelo ver-me para o ato de sugar sangue de suas vítimas.

J. Rodrigues de Moura, notável médico brasileiro, ainda quando estudante de Medicina, em 1875, não só defendeu as idéias de Griesinger, como ainda emitiu a hipótese, mais tarde plenamente confirmada pelos trabalhos de Looss, da penetração das larvas do parasita, pela pele íntegra das pessoas, as quais mais tarde de tornam parasitadas pelos vermes, albergando-os em seus intestinos.

Trabalhos estatísticos efetuados no Brasil, comprovam que quase 100% da população rural, trabalhando na terra, muitas vezes descalça, está parasitada pelo verme.

A doença caracteriza-se pela presença do helminto nos intestinos de suas vítimas, os quais por serem sugadores de sangue, virão causar anemia do tipo espoliativa, de evolução lenta porém progressiva, acompanhada de perturbações gastrointestinais, depressão física e mental, podendo estas últimas serem muito acentuadas, obviamente os sintomas psíquicos acima referidos, quando se trata de pessoas e não de animais.

Com relação às perturbações determinadas pelos vermes, devemos considerar aquelas cutâneas, no ponto de penetração das larvas dos vermes; as pulmonares, no trânsito da larva por esse órgão; e as intestinais, estas últimas pela localização do verme já na sua fase adulta, culminando pelas alterações da saúde, decorrentes do parasitismo, como a anemia que se estabelece e perturbações de natureza psíquica, hoje interpretadas como decorrentes de toxinas não só assimiladas juntamente com a saliva que o parasita deposita no ponto em que se instala nos intestinos para sugar sangue, como também contidas no próprio tubo digestivo onde o mesmo vive quando verme adulto parasita.

Pelo quadro mórbido retratado antes, torna-se fácil a explicação do ciclo evolutivo do parasita até chegar e se estabelecer nos intestinos de suas vítimas.

Ovos embrionados eliminados juntamente às fezes de pessoas parasitadas, depositados na terra, em condições favoráveis de umidade e calor, dão nascimento às larvas do verme , as quais nessa fase , medem em torno de 0,25 mm de comprimento, com diâmetro em torno de 0,017 mm, com variações de acordo com a espécie considerada do parasita. Continuando favoráveis as condições ambientes, processa-se seu desenvolvimento, sofrendo em torno de três mudas de pele (que é a forma que os vermes têm para crescer, recebendo nessas épocas, os nomes de larvas rabditoides de primeiro, segundo e terceiro estádios); É então, a larva, denominada infestante, por ter então capacidade de penetrar através da pele íntegra de pessoas e animais, quando então provoca severa irritação local, que se traduz por coceira intensa.

O pesquisador Looss depositou larvas infestantes na perna de uma criança, que ia ter em seguida sua perna amputada, e verificou após, fazendo cortes na pele dessa perna, a presença de larvas, no tecido celular subcutâneo, próximo dos folículos dos pêlos. E assim, em repetidas experiências, não só provou a penetração da larva através da pele, como ainda descreveu o seu caminho até chegar aos intestinos de suas vítimas.

As larvas estimuladas pelo calor da pele de seus futuros hospedeiros, atravessam a superfície da mesma, por entre as fissuras ou poros, valendo-se das bordas desses poros como suporte auxiliar de seu caminho posterior, e penetram a traves das fissuras horizontais, folículos ou aberturas das glândulas sudoríparas, conforme a natureza da pele exposta.

No caminho de sua penetração na epiderme, a cápsula, ou segunda muda larvária, se ainda não inteiramente expulsa, é deixada. Cortes feitos algumas horas após a aplicação das larvas na superfície da pele, mostram-nas em abundância no córion e no tecido celular subcutâneo; O maior número delas é encontrado nos capilares linfáticos do derma, e pequeno número penetram diretamente nos capilares sangüineos; Algumas ficam vagando, muitas vezes, nas camadas super-ficiais da pele, penetrando no tecido gorduroso e não raro no muscular.

As larvas que caem nos linfáticos, segundo Looss, são levadas primeiro aos gânglios linfáticos, onde muitas vezes são destruídas, atacadas pelas próprias células linfáticas de defesa, que se fixam firmemente à cutícula das larvas, e as matam; Muitas delas, não sendo vítimas dessas células da defesa natural do organismo parasitado, atravessam os gânglios, e caindo no ducto torácico e na corrente circulatória, sendo conduzidas pelos vasos sangüineos, vão ter ao coração direito, de onde são levadas pela artéria pulmonar até o próprio pulmão; Neste órgão, caem nos alvéolos pulmonares, possivelmente atraídas pela presença do oxigênio; Uma vez nos alvéolos, tendo caminhado a curta distância até os bronquíolos, o epitélio ciliado empurra as lar-vas pelo caminho restante até a boca do animal hospedeiro.

Este último caminho é apenas mecânico, estimulando a secreção de muco que embebe as larvas, provocando tosse; Tal tosse, chamada tosse chistosa, característica do parasitismo por vermes que efetuam o chamado Ciclo de Looss, acabado de ser descrito, é sintoma que serve para caracterização clínica do parasitismo.

A tosse que ocorre por irritação da mucosa das vias aéreas, provocada pela própria larva embebida em muco, serve como meio de ser a mesma deglutida, caindo então no estômago, e daí, para os intestinos, para completarem assim todo o caminho para se estabelecerem definitivamente neste último órgão, agora então como parasitas plenamente desenvolvidos, aptos a sugarem sangue de suas vítimas, e causando todos os malefícios decorrentes.

Yokogawa, em 1926, fazendo experiências com o A. caninum, que é parasita habitual do cão, onde desenvolve como no homem o seu irmão de gênero A. duodenale, quadro patológico similar; Constatou refe-rido pesquisador, que a maioria das larvas se desenvolve diretamente, sem mi-grações a traves da pele, e poucas penetram nas paredes do canal alimentar.

Como já referido anteriormente, a penetração da larva dos ancylostomideos a través da pele, produz irritação e coceira, já comprovada por Looss em seus trabalhos; No entretanto, quando ocorre a penetração acidental de larva pertencente a determinada espécie, para a qual não é o hospedeiro sua habitual vítima, ocorre fenômeno interessante, que se traduz pelo que é chamado em parasitologia, de Localização Errática do verme, este não con-seguindo dar continuidade ao seu caminho, caminhando sem rumo certo, nas camadas superficiais da epiderme. Tal doença de pele no homem é conhecida vulgarmente por Coceira das Praias em S. Paulo , e "Já começa " no Rio de Janeiro, constituindo-se do motivo principal que levou as autoridades sanitárias a proibirem o acesso às praias de cães, pelo fato de no caso destes se encontrarem parasitados e albergando vermes do gênero Ancilostoma em seus intestinos, vindo tais cães evacuarem nas areias das praias, contaminarão as mesmas com larvas do germe, e no caso de banhistas ali vindo posteriormente a se deitarem, contraírem referida coceira.

TRATAMENTO - Pelo fato desses vermes serem hematófagos (sugadores de sangue) o tratamento efetuado com utilização de vermífugos via oral não surte o efeito esperado. Existe, não obstante, tratamento eficiente efetuado com administração parenteral de vermicidas sistêmicos, que administrados a través de injeção misturam-se com o sangue circulante, e vindo os vermes a se nutrirem com o sangue de suas vítimas (no caso misturado o sangue com o vermicida), o efeito é altamente eficiente.

Para as Coceiras das Praias, o tratamento melhor é efetuado com utilização de pomadas para serem friccionadas na região afetada pela larva do parasita, devendo conter tais pomadas como princípios ativos, quimioterápicos do tipo da Thiabena.

Animais infestados com o verme, além dos vermífugos devem receber também Sais ferrosos em sua alimentação, com a finalidade de serem supridos do elemento químico (Ferro) necessário a fabricação da hemoglobina deficiente no organismo, pela espoliação causada pelos vermes. Casos extremos de animais debilitados e anêmicos requerem inclusive transfusões sangüineas.

Carmello Liberato Thadei
( Médico Veterinário - CRMV-SP-0442 )
São José do Rio Preto - SP

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Você e seu Médico Veterinário conseguiram identificar as causas da alergia de seu cão através do teste "Ïn-vitro" para o diagnóstico da alergia e optaram por tratar estes problemas utilizando a Imunoterapia.

Para que a Imunoterapia tenha sucesso, é importante que você entenda como funciona este processo e como ele vai auxiliar na melhora clínica de seu animal.

As doenças de pele relacionadas com a alergia são problemas crônicos que muitas vezes são difíceis de serem controladas.

Esteja seguro que seu Médico Veterinário irá recomendar a melhor terapia de longa duração e os tratamentos apropriados para este importante membro de sua família.

O QUE É IMUNOTERAPIA

A Imunoterapia é um tratamento médico em que extratos de alérgenos altamente purificados aos quais seu animal é sensível são injetados em concentrações crescentes no organismo. Os tratamentos por imunoterapia são formulados individualmente para cada paciente baseado nos resultados dos testes para diagnóstico da alergia. Esta é a maneira mais segura de se controlar os sinais clínicos da alergia. Cada Kit de vacinas de imunoterapia vem com 3 frascos contendo cada um concentrações diferentes, suficientes para tratar o paciente por um período de aproximadamente 9 meses. Devido a várias alterações no sistema imunológico, mais de 70 % dos pacientes se tornam menos sensíveis àqueles alérgenos, diminuindo progressivamente os sintomas causados pelas doenças alérgicas. Esta é a maneira mais segura de se controlar os sinais clínicos das alergias.

COMO SÃO ADMINISTRADAS AS INJEÇÕES DE IMUNOTERAPIA

Você e seu Médico Veterinário irão decidir qual é a melhor maneira de se administrar este tratamento, na sua própria residência ou na Clínica Veterinária. Todas as instruções sobre as dosagens, intervalos entre aplicações e reações colaterais estão incluídas no estojo que acompanha as vacinas. As agulhas utilizadas nas aplicações são muito menores do que aquelas utilizadas nas vacinações anuais. Você irá precisar de seringas descartáveis de 1,0 ml(seringas de insulina). As injeções de imunoterapia são em pequenas doses, aplicadas pela via subcutânea (embaixo da pele). Estas aplicações não costumam doer, e os animais de uma maneira geral não reclamam. Mantenha sempre as vacinas sob refrigeração ( não congelar). Utilize sempre uma nova seringa para cada aplicação.

A melhor hora para aplicar as injeções de imunoterapia é quando você vai ficar em casa por pelo menos uma hora após a aplicação. Também não é aconselhável que seu animal tenha feito exercícios fortes ou se alimentado antes da aplicação.

A IMUNOTERAPIA É SEGURA PARA MEU CÃO?

Sim. A imunoterapia é a forma mais segura de controlar os sintomas de alergia. Como qualquer medicamento, existe uma probabilidade muito pequena (menor do que 0,5 %) da ocorrência de alguma reação alérgica. Caso note alguma alteração no comportamento de seu cão logo após a aplicação das vacinas, tais como: respiração ofegante, vômito, diarréia ou salivação, leve seu cão diretamente ao Médico Veterinário.

EXISTE ALGUMA OUTRA REAÇÃO QUE DEVO OBSERVAR EM MEU CÃO?

Um aumento da coceira durante o inicio da imunoterapia é freqüente. Alguns animais também apresentam um aumento da coceira imediatamente após a mudança para um novo frasco de maior concentração.

QUANDO MEU CÃO COMEÇARÁ A MELHORAR APÓS O INICIO DA IMUNOTERAPIA?

Todo cão é um indivíduo único, e tal como as pessoas, responderá diferentemente a uma medicação. Geralmente, leva de 3 a 5 meses após o inicio da imunoterapia para se notar alguma melhora clínica, embora alguns proprietários relatem melhora logo após o inicio das aplicações. Na maioria dos casos, a alergia esteve presente por meses ou até por anos antes de você iniciar a imunoterapia. SEJA PACIENTE! Continue com a imunoterapia por um mínimo de 6 a 9 meses para dar tempo ao seu cão de melhorar. Alguns cães podem melhorar somente após um ano do inicio da imunoterapia.

MEU CÃO PODE RECEBER OUTRAS MEDICAÇÕES DURANTE A IMUNOTERAPIA?

Sim. Seu Médico Veterinário pode e deve utilizar medicamentos para controlar os sintomas da alergia enquanto a imunoterapia não fizer efeito, principalmente durante as fases iniciais do tratamento. A utilização de complementos a base de fatores Ômega 3 e Ômega 6 (Allerdog Plus) são importantes para controlar algumas manifestações alérgicas. Deve-se evitar na medida do possível a utilização de corticosteróides, pois esta classe de medicamentos poderá interferir na eficiência da imunoterapia. Não considere uma falha da Imunoterapia se seu cão necessitar esporadicamente de medicamentos. Tal como a maioria das doenças crônicas, as alergias podem ser controladas, mas não curadas.

QUAL A FREQUENCIA DAS APLICAÇÕES?

No inicio da Imunoterapia as aplicações são feitas a cada dois dias e progressivamente este intervalo vai aumentando até chegar a uma aplicação a cada 20 ou 30 dias. Desde que a doença de pele de seu animal esteja bem controlada, ele irá necessitar somente de uma aplicação a cada 20 ou 30 dias provavelmente por toda a vida. Caso a imunoterapia seja interrompida, é bem provável que seu animal volte a se coçar após um intervalo de 3 a 6 meses.

O QUE É O REFIL?

O Refil é a repetição do último frasco do Kit de vacinas que você utilizou. Na tabela de aplicações você vai verificar que existe uma data em que o Refil deve ser solicitado. Quando fizer esta solicitação, forneça o nome do animal, número do exame e o nome do Médico Veterinário que solicitou o exame.

O QUE EU DEVO FAZER SE MEU CÃO NÃO RESPONDER BEM A IMUNOTERAPIA?

Um percentual pequeno de cães não respondem satisfatoriamente a imunoterapia. É muito importante que seu Médico Veterinário acompanhe de perto o animal durante todo o tratamento. O problema pode ser uma infestação de pulgas (a imunoterapia não funciona para picada de pulga), uma infecção bacteriana, seborréia(caspa) ou outras doenças de pele que geralmente estão associadas à alergia. Todas estas doenças de pele associadas a alergia, devem ser tratadas sempre que aparecerem.

EXISTEM OUTRAS MEDIDAS QUE EU DEVO TOMAR PARA AJUDAR O MEU ANIMAL?

O resultado do teste, mostra uma série de substâncias às quais seu animal é alérgico. Na medida do possível, tente diminuir a exposição de seu animal aos alérgenos aos quais ele é sensível. Você pode ajudar muito o seu animal, se fizer algumas pequenas mudanças no seu ambiente.

Dr. Israel M. Bleich
Diretor Técnico do Laboratório
CEPAV - Tecnologia em Saúde Animal
R. Tanabí, 185 - São Paulo - SP BRASIL
CEP-05002-010 Fone/Fax (011) 3872-9553
e-mail: info@cepav.com.br

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Saiba Como Cuidar do Seu Gatinho


04/11/2010 às 18:09h

Bichos

Embora os gatos sejam independentes por natureza, mesmo assim eles precisam dos seus cuidados como qualquer outro animal de estimação. E certamente irão apreciar muito os seus carinhos. Aprenda, lendo este artigo, como melhor a maneira de tratar seu gatinho e ter com ele uma relação de muito companheirismo, com todas as alegrias que isso vai trazer a você.

ALIMENTAÇÃO

Quem tem um gato quer estar sempre seguro de que as refeições que serve a ele são não apenas apetitosas, mas também balanceadas para atender as necessidades de nutrição do animal.

lsso é possível com o uso do alimento especialmente preparado para ele. Hoje, existe no mercado, vários alimento completos e balanceados, que atende totalmente ás necessidades de nutrição dos gatos.

O alimento industrializado (Ração) deve ser introduzido aos poucos na alimentação dos gatos, para que eles se acostumem a mudança no paladar e na textura. Água fresca deve estar sempre á disposição do gato, qualquer que seja a dieta.

Os gatos diferem muito quanto a quantidade de alimento que necessitam, que varia conforme o tamanho, a raça, o estado e as características de cada animal. A maioria dos gatos está bem adaptada para controlar o alimento que ingerem em relação ás suas necessidades. Como , normalmente, os alimentos industrializados tem uma alta aceitação, poderá ocorrer do gato comer em excesso. Por esta razão, é sempre recomendável observar as indicações nas embalagens dos pacotes de ração.

GATOS OBESOS

Os gatos raramente se tornam gordos, mesmo sendo animais bastante preguiçosos. Mas os gatos castrados podem muitas vezes tornar-se obesos. Para evitar isso, é aconselhável reduzir a quantidade de comida e alimentá-los de forma mais equilibrada.

Você pode dar ao seu gato metade da quantidade habitual de ração e observar se isto reduzirá o peso do animal de modo satisfatório. Em caso contrário, o regime alimentar deverá ser feito sob a supervisão de um veterinário.

Se normalmente você dá ao seu gato algum tipo de guloseima durante as refeições, suprima este hábito. Ele pode ser responsável pelo excesso de peso. Se o seu gato, além de gordo, parecer em más condições, leve-o sem demora ao veterinário, pois ele poderá estar precisando de tratamento.

LEITE

A maioria dos gatos aprecia uma tigela de leite, mas alguns têm dificuldade de digeri-lo, o que poderá causar diarréia. Nestes casos, você deve reduzir a quantidade ou eliminar o leite. Assegure-se de que o seu gato tenha à disposição água fresca.

GATAS GESTANTES

A gata necessitará de mais alimento quando tiver filhotes. Por esta razão, deve ser fornecida uma quantidade maior de alimento para o crescimento antes e após o nascimento dos filhotes, para assegurar a produção do leite.

Desde o inicio da gestação, a gata prenhe necessitará de mais alimento, cuja quantidade deverá ser aumentada gradativamente. Durante as últimas 2 ou 3 semanas do período de 9 semanas de gestação, ela estará comendo aproximadamente o dobro da quantidade normal.

Uma gata em período de lactação poderá necessitar até três vezes mais a quantidade normal de alimento quando os filhotes atingirem 3 ou 4 semanas e precisará ser alimentada com mais freqüência, variando a dieta para assegurar a nutrição adequada. É aconselhável dar á gata tanto leite quanto ela queira beber, desde que possa ser digerido convenientemente.

FILHOTES

Quando em fase de crescimento, os gatinhos têm necessidades maiores de alimentação: proteínas para criar músculos, mais cálcio e fósforo para o desenvolvimento dos ossos e uma enorme quantidade de outros sais minerais e vitaminas. Pode ser dado alimento em grande quantidade, bem como leite.

Mesmo quando é dado leite aos filhotes, é importante que eles tenham sempre água fresca disponível.

Em geral os filhotes são suficientemente ativos e bem constituídos para iniciar a ingestão de alimentos suplementares com quatro semanas Nesta fase, a mãe terá menos leite para dar Os filhotes nesta idade poderão comer ração adicionado ao leite.

Os filhotes desmamados de 7 ou 8 semanas devem ser alimentados ao menos três vezes ao dia.

Lembre-se que os filhotes crescem muito rapidamente e que o seu apetite e necessidade de alimentação aumentam também. É difícil super alimentar um filhote em crescimento se as refeições forem fornecidas conforme o indicado.

Alimente os filhotes sempre que achar conveniente e nunca menos que três vezes ao dia até eles completarem 6 meses. Caso haja sobra de alimento no comedouro, o mesmo deverá ser retirado em no máximo 15 minutos.

CASTRAÇÃO

A menos que você queira que seu gato procrie, procure a orientação de seu veterinário sobre castração e outras formas de controle da reprodução. A castração das gatas (reprodutoras) é designada ovariectomia. A esterilização dosgatos é conhecida por castração. O melhor é discutir com o veterinário qual o procedimento a tomar.

SAÚDE

Muitos donos não sabem que, assim como os cães os gatos também devem ser vacinados.

Graças à vainação,hoje os gatos já podem ser protegidos contra uma doença grave e muitas vezes fatal: a Enterite lnfecciosa dos Felinos (internacionalmente conhecida por F.l.E.). Esta doença é por vezes designada "Gripe dos Gatos'" o que leva a confundi-la com outra virose associada a corrimento dos olhos e do nariz.

A vacinação é feita em duas etapas, a primeira dada geralmente por volta das 8 semanas e a segunda, por volta das 12 semanas ou a critério do veterinário. Uma única dose de reforço por ano ajuda a manter a imunidade.

Os veterinários estão cientes sobre as doenças mais comuns na sua região e poderão aconselhá-lo quanto às datas das vacinas. A melhor medida é marcar uma consulta para vacinação tão logo você receba o seu filhote ou assim que desmamá-lo, caso você mesmo o tenha criado. Nesta ocasião, poderá discutir também a data de outros procedimentos rotineiros, como o sistema de vermifugação e castração. Siga sempre cuidadosamente as recomendações do seu veterinário. A vida do seu gato pode depender disso.

HIGIENE

É muito importante dar ao gato desde cedo um local certo para que ele faça suas necessidades. Um banheiro ou uma área externa são ideais para isto e evitarão que o gato venha a usar a casa para este fim. O local escolhido deverá ser inspecionado e as fezes removidas todos os dias.

Os gatos são animais muito limpos e tomam vários "banhos" por dia, ou seja, eles promovem a sua própria higiene, lambendo-se diariamente. Mas se for necessário você banhá-los, use sempre água morna, shampoo ou sabonete neutro e seque cuidadosamente o pelo com uma toalha ou secador. O prato de comida deve ser lavado após a alimentação do gato e a lavagem deve ser feita em separado da louça da família. Nunca use um de seus próprios pratos para seu animal de estimação.

O mesmo deve acontecer com o prato de leite do seu gato. Certifique-se de que o prato está sempre limpo e o leite sempre fresco. O leite que tenha sobrado de uma refeição deve ser imediatamente jogado fora. Desta maneira, você terá certeza de que o seu animal de estimação e a sua família se manterão saudáveis num lar saudável.

COMPANHEIROS FÁCEIS DE CUIDAR

Os gatos são animais de estimação domésticos e relativamente auto-suficientes. Por isso mesmo, ideais para lares de muito trabalho. Contudo, se as circunstâncias negarem companhia humana durante a maior parte do dia, é preferivel ter dois gatos do que apenas um,j á que estes animais apreciam a companhia de seus semelhantes.

Os gatos se mantém limpos por eles próprios lavando-se cuidadosamente. Gatos de pelo longo necessitam de cuidados regulares com escova e pente.

ALGUÉM DA FAMÍLIA

A chave de toda a questão de ter um animal de estimação, de treiná-lo e mantê-lo, é o respeito pelo indivíduo. Você trata sua família nesta base e é assim que deve tratar também o seu gato. O animal de estimação tem sua própria personalidade e dignidade.

É seu dever preservar isto, lembrando que um contato especial entre seres humanos e animais exige um conhecimento mútuo das necessidades recíprocas.

Por amar o seu animal de estimação, você tem responsabilidades com ele. Seguindo estas Regras, você pode assegurar-se de que a sua responsabilidade com seu gato e com a sociedade foi corretamente cumprida.

CONSULTE SEMPRE O SEU VETERINÁRIO QUANDO HOUVER DÚVIDA QUANTO AO BEM-ESTAR DO SEU ANIMAL DE ESTIMAÇÃO.

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Problemas dentários nos animais


07/10/2010 às 20:56h

Bichos

O odor desagradável, com origem na boca (halitose), que alguns cães apresentam é a razão pela qual os donos levam seus animais ao veterinário para tratamento dentário. Na verdade, a halitose é causada pela putrefação de tecidos como a gengiva e pela fermentação das bactérias que formam a placa bacteriana. Uma queixa comum é a de que o cão apresenta odor desagradável mesmo logo após o banho. Isso ocorre pois, ao lamber-se, o cão espalha a saliva repleta de bactérias por sua pelagem.

O tártaro é um depósito dos minerais contidos na saliva e sua natureza rugosa torna-se propício para a adesão de bactérias. À medida em que a carga bacteriana e o tártaro vão aumentando, a gengiva e demais estruturas que fixam o dente vão sendo agredidas e destruídas de modo que a gengiva fica propensa a sangramentos e os dentes tendem a ficar soltos e cair. O tratamento dentário deve ser feito freqüentemente, pois a carga de bactérias começa a migrar para a corrente sangüínea e leva a problemas graves no coração, rins, fígado e articulações.

Assim, torna-se bem claro que o tratamento dentário é muito mais que uma questão de higiene ou estética, mas principalmente de profilaxia de doenças sérias em outros órgãos. Para um tratamento adequado é necessário que o cão seja anestesiado, pois somente assim o médico-veterinário consegue remover todo o tártaro (inclusive o alojado abaixo da gengiva) e fazer o polimento de todos os dentes além de eventuais extrações.

Sabe-se que alguns animais são predispostos a acumular tártaro com mais intensidade do que outros devido à composição da sua saliva e também pelos hábitos alimentares. A melhor forma de retardar a formação do tártaro e dificultar a adesão da placa bacteriana é com a meticulosa escovação dos dentes, pelo menos três vezes por semana. Os biscoitos também auxiliam neste processo, mas não substituem a escovação.

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